quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Exposição "Sua Mata, Sua Casa"




Belo Horizonte recebe a exposição interativa “Sua Mata, Sua Casa”, da Fundação SOS Mata Atlântica

agosto 16, 2011 on 9:35 am | In SOS Mata Atlântica, Sua Mata Sua Casa | No Comments
Com diversas atrações gratuitas e ferramentas interativas e tecnológicas, como iPADs, mesa multi-touch e televisores, a mostra chega ao Shopping Del Rey em 16 de agosto.

A partir de 16 de agosto, o Shopping Del Rey receberá a exposição interativa “Sua Mata, Sua Casa”, que comemora os 25 anos da Fundação SOS Mata Atlântica. A mostra ficará no local até o dia 5 de setembro e tem o objetivo de mobilizar a sociedade e conscientizá-la de que a Mata Atlântica está diretamente relacionada ao seu dia a dia. Para isso, conta com ferramentas interativas e atividades gratuitas para todos os públicos. Outro destaque da exposição é o bike repórter Túlio Jorge, ciclo-ativista local, que percorrerá vários pontos da cidade com o objetivo de coletar dados sobre a região. A iniciativa tem patrocínio de Bradesco Cartões e Natura. A abertura oficial está marcada para o dia 16 de agosto, às 15h, com a presença de Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da ONG, mas o público já poderá visitar a exposição a partir das 10h do mesmo dia. O horário de funcionamento é de segunda a domingo, das 10h às 22h. A exposição é acessível a cadeirantes e traz propostas de interação para todas as idades. Grupos de escolas, empresas, associações, entre outros interessados em agendar visitas monitoradas, podem se inscrever pelo e-mail projeto25@sosma.org.br.
quiz
Durante a exposição em Belo Horizonte, os visitantes poderão aprender mais sobre o Bioma de maneira lúdica e divertida, além de serem ouvidos sobre suas expectativas futuras em relação ao meio ambiente. Os depoimentos serão colocados na “Árvore dos Desejos”, produzida com garrafas PET e embalagens de achocolatado por artistas da Cooperaacs (Cooperativa Social de Trabalho e Produção de Arte Alternativa e Coleta Seletiva), também responsável pelas artes feitas com materiais recicláveis que permeiam toda a exposição. Quem preferir poderá enviar seus desejos pelo twitter utilizando #ARVORESOSMA.

Inspirada nas partes de uma casa, a exposição é dividida por cômodos, onde o público encontra painéis informativos, vídeos, palestras e shows. Esses espaços retratam a atuação da SOS Mata Atlântica e do movimento ambientalista, a situação e curiosidades sobre o Bioma, a degradação ambiental vivenciada nas últimas décadas e, também, indicam o que cada um pode fazer para ter uma convivência mais sadia com o seu ambiente. A cozinha, por exemplo, mostra a riqueza e variedade de frutas e alimentos nativos da floresta. No Túnel da Mata, os visitantes encontram uma parede com pequenos orifícios por onde podem olhar e visualizar imagens de animais emblemáticos do Bioma, além de poderem navegar pelo mapa de remanescentes de Mata Atlântica por meio de uma mesa de touch-screen.
Segundo Marcia Hirota, este é um momento bastante especial para a SOS Mata Atlântica, pois celebra todas as conquistas, realizações e aprendizados ao longo desses 25 anos. “Temos muitas histórias para contar em 2011 e estamos comemorando com um projeto inspirador, que dialoga de maneira interativa com pessoas de diversas faixas etárias, que moram na Mata Atlântica. Cada pedacinho da exposição foi pensado para aproximar a sociedade do Bioma, mostrar que essa luta é contínua e que é de todos nós”.
De acordo com o último levantamento do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado no dia 26 de maio de 2011 pela SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o estado mineiro foi o que mais perdeu florestas nativas nos últimos anos. “Minas Gerais perdeu mais de 12 mil hectares de florestas naturais no período de 2008 a 2010 e, desde 2005, vem ocupando a triste posição de campeão de desmatamento, com perda de mais de 45 mil hectares” afirma Hirota. No caso de Belo Horizonte, restam hoje menos de mil hectares de Mata Atlântica em bom estado de conservação, mais de 97% de sua floresta original desmatada. “A população precisa tomar uma atitude quanto ao desmatamento local”, observa Marcia, também coordenadora do estudo.
Belo Horizonte é a sétima das 12 capitais nacionais que receberão o projeto, que já passou por Fortaleza (CE), Maceió (AL), Salvador (BA), São Paulo (SP), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ). Até janeiro de 2012, a exposição interativa percorrerá outras cinco capitais inseridas no bioma (Vitória, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e Recife). No final do projeto, será elaborado um dossiê com as demandas e manifestações das 12 cidades, que será entregue em Brasília e na Rio+20, em maio de 2012.

Pela cidade

Durante toda a exposição “Sua Mata, Sua Casa”, o bike repórter Túlio Jorge, ciclo-ativista local, percorrerá vários pontos com o objetivo de coletar dados sobre a região, divulgar a iniciativa e saber o que as pessoas esperam para o futuro do meio ambiente local.
As atividades do ciclista começam no dia 7 de agosto, das 15h às 20h, durante o Massa Crítica Belo Horizonte. Em seguida, no dia 16, das 9h às 12h, ele participará do primeiro dia da exposição na cidade e fará registros com a população no Shopping Del Rey. No dia 23, entre 15h e 19h, fará novas entrevistas e a coleta de água na Lagoa da Pampulha, para análise de qualidade. Em outras datas, Túlio entrevistará especialistas da região sobre mobilidade urbana, cidades sustentáveis e qualidade da água.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Livro: Plantas Raras do Brasil - para Download

PLANTAS RARAS DO BRASIL é um projeto desenvolvido pela Universidade Estadual de Feira de SantaA Universidade Estadual de Feira de Santana e a Conservação Internacional publicaram o livro “Plantas Raras do Brasil", com a colaboração de 170 cientistas de 55 instituições. Aqui você tem a opção de obter partes ou todo o livro no formato pdf.na e a ONG ambientalista Conservação Internacional com objetivo combinar esforços de pesquisadores e instituições para identificar e mapear todas as espécies raras de plantas do Brasil e também as áreas mais importantes para a conservação dessas espécies. A primeira etapa do projeto foi concluída com a publicação do livro “Plantas Raras do Brasil”, lançado no dia 2 de julho de 2009, em Feira de Santana, Bahia, durante o Congresso Brasileiro de Botânica. As informações do livro estão organizadas aqui para que elas possam ser utilizadas por todos os setores da sociedade brasileira nos seus esforços para garantir a conservação da extraordinária biodiver- sidade existente no país.

Economia Verde - Revista Política Ambiental

CI lança revista sobre economia verde

A edição número 8 da revista eletrônica Política Ambiental, da Conservação Internacional, traz 18 artigos de especialistas de diversos setores da sociedade sobre alternativas econômicas e sociais rumo a uma economia de baixo carbono, mais inclusiva e sust
Brasília, 13 de julho de 2011
A Conservação Internacional lançou hoje a oitava edição de sua revista Política Ambiental, dedicada ao tema Economia verde: desafios e oportunidades. Contendo 18 artigos de especialistas de diversos setores da sociedade, a revista apresenta caminhos para a transição no Brasil e no mundo rumo a um modelo de crescimento econômico mais inclusivo e liderado por setores de baixo impacto ambiental.
A nova publicação da Conservação Internacional (CI-Brasil) abre caminho para um amplo debate social sobre economia verde, que será um dos temas-chave na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em 2012 no Rio de Janeiro. “Com esta publicação buscamos lançar os elementos que podem formar a base para a discussão sobre economia verde no país”, afirma Paulo Prado, diretor de Política Ambiental da CI-Brasil.
Os 18 artigos da Economia verde: desafios e oportunidades abordam temas como valoração e precificação de recursos ambientais, pagamentos por serviços ambientais e novos mecanismos de mercado e políticas públicas capazes de alavancar a transição para uma nova economia. Alguns setores produtivos são discutidos em detalhe, como é o caso do agropecuário e as necessárias definições em termos de política agrícola e legislação para se estabelecer um novo ciclo de desenvolvimento do setor.
Entre os autores estão os professores da Universidade de Brasília Eduardo Viola e Donald Sawyer, o professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Peter May, o pesquisador do IPEA Ronaldo Seroa da Motta e o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro Carlos Eduardo Frickmann Young.
A publicação conta ainda com a participação de representantes do PNUMA, da Cepal, do PNUD, do Ministério do Meio Ambiente e do setor privado.
“O desafio de se caminhar na direção de uma sociedade mais igualitária e sustentável está, mais do que nunca, em pauta. É nesse contexto que a publicação Economia verde: desafios e oportunidades vem dar subsídios para o estabelecimento de uma economia que reduza os riscos ambientais e que garanta ao mesmo tempo a melhoria do bem-estar humano e da igualdade social”, afirma Camila Gramkow, coordenadora de Economia e Sustentabilidade da CI-Brasil.
Acesse a íntegra da publicação no endereço:   
http://www.conservacao.org/publicacoes/index.php?t=5

Mais informações com a assessoria de imprensa da Conservação Internacional:
Gabriela Michelotti tel. +55 61 3226 2491

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Código Florestal

Da Redação - 28/06/11 - 23:03
Artigo de Victor Penitente Trevizan.
O Código Florestal, instituído pela Lei nº 4.771/65, em seu artigo 1º, demonstra uma política intervencionista do Estado sobre a propriedade imóvel agrária, na medida em que “…as florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação (…) são bens de interesse comum a todos os habitantes do País…”.
De fato, em sua proposição originária ocorrida em 1934, o Código Florestal normatizou a proteção e o uso das florestas com o propósito maior de proteger os solos, as águas e a estabilidade dos mercados de madeira. Devendo-se levar em consideração que, apenas com a edição da Lei Federal n° 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente), passaram as florestas nativas a constituir um bem jurídico ambiental com valor intrínseco próprio e independente. Ou seja, as florestas passaram a ser valoradas pela própria existência, e não mais apenas por questão de utilidade prática.
E, sem dúvidas, a percepção exteriorizada por meio da Política Nacional do Meio Ambiente, em 1981, foi reafirmada pela Constituição Federal de 1988 ao trazer artigos inovadores, como o 170 (subordina a atividade econômica ao uso racional dos recursos ambientais), 186 (informa sobre a Função Social da propriedade rural) e 225 (dispõe sobre o meio ambiente e sobre os direitos atuais e das futuras gerações).
Atualmente, a sociedade brasileira testemunha intenso debate em face das propostas de alteração do conteúdo normativo do Código Florestal e que, assim, transformam condições do exercício dos poderes de domínio sobre a propriedade imóvel agrária.
Basicamente, o debate ocorre em torno das seguintes duas figuras jurídicas: a) a reserva legal; e b) as Florestas e outras formas de vegetação natural de Preservação Permanente e suas respectivas Áreas de Preservação Permanente.
Reserva legal é a área localizada no interior da propriedade ou posse rural que deve ser mantida com a sua cobertura vegetal original, possuindo a função de assegurar o uso econômico sustentável dos recursos naturais, proporcionar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos, promover a fauna silvestre e a flora nativa.
As Áreas de Preservação Permanente estão localizadas nas margens de rios, cursos d´água, lagos, lagoas e reservatórios, topos de morros e encostas com declividade elevada, cobertas ou não por vegetação nativa. Elas têma função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, e de proteger o solo e assegurar o bem estar da população humana.
Como atores do mencionado debate, situam-se, de um lado, aqueles que defendem uma perspectiva conservadora de plena utilização da propriedade imóvel rural (por vezes até mesmo o seu uso irrestrito), como a Confederação Nacional da Agricultura – CNA, e parlamentares que integram a bancada ruralista, ou que estão comprometidos com atividades produtivas que têm na ocupação e no uso da terra um de seus fatores de produção.
Em oposição estão as Organizações Não-Governamentais Ambientalistas, membros do Ministério Público e o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, além de outros diversos grupos de movimentos ambientalistas que entendem ser de grande prejuízo as propostas oferecidas e defendidas pelos ruralistas.
Segundo as alegações dos ruralistas, há falta de áreas agricultáveis no país, o Código Florestal não possui base científica, e é impraticável e prejudicial, sobretudo, aos pequenos produtores e à agricultura familiar.
Em contrapartida, a bancada ambientalista defende que há estudo coordenado pela Universidade de São Paulo – SP comprovando que “a área cultivada no Brasil poderá ser praticamente dobrada se as áreas hoje ocupadas com pecuária de baixa produtividade forem realocadas para o cultivo agrícola”.
Além disso, afirmam que o Código Florestal possui base das duas principais instituições científicas do país, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).
Ponderam os ambientalistas, ainda, que, ao contrário da alegação de prejudicialidade aos pequenos produtores e à agricultura familiar, há estudos e um manifesto assinado pelos principais movimentos sociais e sindicais que demonstram a inexistência dos impactos decorrentes da aplicação do Código Florestal alegados pelos ruralistas, destacando, principalmente, que jamais houve qualquer reivindicação contrária por parte dos pequenos produtores.
Entre outras diversas alegações trazidas pelos ambientalistas e ruralistas, uma coisa não se pode negar: em meio a uma crise de proporções internacionais que se instala, intimamente ligada à preservação ambiental e ao aquecimento global, eventuais e possíveis alterações que possam ser implementadas ao Código Florestal devem ser cabalmente analisadas e sopesadas. Com o objetivo de evitar uma intensificação incalculável dos prejuízos que há décadas vêm sendo impostos ao meio ambiente, que tanto nos foi favorável com seus recursos naturais durante um sem número de séculos.
Não se pode buscar mudanças apenas com base em interesses econômicos. A questão é muito mais sensível e deve ter a participação de todos aqueles que possam e acabarão por serem afetados com alterações substanciais no meio ambiente.
Victor Penitente Trevizan, advogado de Direito Ambiental do Peixoto e Cury Advogados.
(As opiniões dos artigos publicados no site Observatório Eco são de responsabilidade de seus autores.)